Renúncia coletiva no MP do Rio pode acelerar federalização do caso Marielle

Portal Plantão Brasil
17/1/2023 09:32

Renúncia coletiva no MP do Rio pode acelerar federalização do caso Marielle

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Com a renúncia, na sexta-feira, 13, do coordenador e dos sete assistentes da força-tarefa instituída em 2021 para apurar a morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, a investigação do caso de duplo-homicídio vivencia um momento de incerteza no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Marielle e Anderson foram assassinados no dia 14 de março de 2018. Um total de 29 promotores, em nota, pediu para deixar o MP, depois que o governador Cláudio Castro definiu como Procurador Geral de Justiça o segundo mais votado na lista tríplice, o atual PGJ, Luciano Mattos. A tradição é que o escolhido seja o primeiro colocado.

De um lado, a pressão para que o caso se mantenha no Rio se junta a um pedido de transparência maior das apurações, assim como o desejo de resolução do crime, que já completou cinco anos. Do outro, a busca pela federalização, indicada como meta pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, já em sua posse, demonstrou certa insatisfação com o andamento das investigações. O ministro, no entanto, terá que reverter uma decisão de 2020 do Superior Tribunal de Justiça, que reconheceu a competência das autoridades estaduais na investigação. Para a federalização, também será necessário um fato novo.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, também compartilha da vontade levar a apuração à esfera federal. Antes da exoneração coletiva, a GAECO era contra a federalização do caso. Em nota, afirmava que é interesse da Justiça Estadual concluir a investigação.

Desde o início do inquérito, é a terceira vez em que o MPRJ passará por mudanças na equipe que apura o caso. Em tese, novos promotores serão nomeados para a apuração da morte das vítimas e as buscas pelos mandantes continuarão. No entanto, proximidade dos envolvidos e agora ex-investigadores, com os pormenores do crime podem fazer falta na reconfiguração das buscas.

Dos que solicitaram exoneração e participavam do caso da vereadora estão: Bruno Corrêa Gangoni, Roberta Dias Laplace, Fabiano G. Cossermelli Oliveira, Diogo Erthal Alves da Costa, Juliana da Gloria Pompeu Brando, Michel Queiroz Zoucas, Carlos Eugênio Greco Laureano, Juliana Amorim Cavalleiro.



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