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Parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão contestando as recentes declarações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre um suposto plano para assassiná-lo durante os atos golpistas de 8 de janeiro. Em entrevista ao jornal O Globo, Moraes revelou que havia um plano para "prendê-lo e enforcá-lo" na Praça dos Três Poderes, com detalhes chocantes sobre as intenções dos golpistas.
No entanto, essas alegações foram recebidas com ceticismo por vários parlamentares bolsonaristas. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da Frente Parlamentar Evangélica, expressou sua incredulidade no X (antigo Twitter), questionando a existência de provas e as ações da Polícia Federal em relação a essas alegações. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi ainda mais crítico, descrevendo as afirmações de Moraes como um "factoide" e acusando o ministro de buscar holofotes.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também expressou dúvidas sobre a veracidade das alegações de Moraes, questionando a lógica por trás do suposto plano de assassinato. Ele destacou a natureza pacífica dos manifestantes, muitos dos quais eram idosos, e questionou a plausibilidade de um plano tão violento.
Zé Trovão (PL-SC), deputado federal, compartilhou um trecho do vídeo de Gayer no Instagram, comparando as alegações de Moraes às táticas narrativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele expressou ceticismo e descrença em relação às afirmações do ministro.
O ex-procurador e deputado federal cassado Deltan Dallagnol também entrou na discussão, questionando a legitimidade de Moraes para julgar casos relacionados ao plano devido ao seu envolvimento pessoal. Ele pediu provas concretas e questionou se Moraes deveria se declarar suspeito nos julgamentos relacionados.
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) ecoou esses sentimentos em um vídeo, pedindo clareza sobre quem estaria por trás do suposto plano de assassinato e exigindo respostas.
Quem quis matar Alexandre de Moraes?! Essa é a pergunta que todos nós queremos a resposta! pic.twitter.com/rAKPoKhegd
— Otoni de Paula (@OtoniDepFederal) January 5, 2024