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O Conselho Federal de Medicina (CFM) finalizou as eleições para seus 54 novos conselheiros, incluindo titulares e suplentes. A campanha foi marcada por uma intensa mobilização de parlamentares bolsonaristas para eleger seus candidatos. Raphael Câmara, do Rio de Janeiro, foi reeleito com o slogan de "não deixar a esquerda tomar o CFM", e Rosylane Rocha, do Distrito Federal, também foi eleita. Rocha, que comemorou a invasão aos Três Poderes em 8 de janeiro, venceu pela chapa Reunir e Trabalhar, com 50,4% dos votos válidos.
Raphael Câmara, conhecido por ter proposto a resolução do CFM que limitava a assistolia fetal a partir da 22ª semana de gestação, conseguiu se manter no cargo. A resolução foi suspensa pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que argumentou que ela ultrapassava as competências do CFM. Câmara tem sido um nome forte entre os conservadores, o que ajudou em sua reeleição.
Em São Paulo, Francisco Cardoso Alves, da chapa Força Médica, foi eleito com 37,98% dos votos. Ele contou com o apoio de figuras bolsonaristas como Nikolas Ferreira, defendendo tratamentos sem comprovação científica durante a pandemia. Médicos opositores denunciaram tentativas de influenciar o voto em favor de Cardoso, que era descrito como o "único candidato anti-Lula".
No entanto, nem todos os candidatos de direita tiveram sucesso. Annelise Meneguesso, que já chamou o aborto de "agenda demoníaca", foi derrotada na Paraíba, obtendo apenas 30% dos votos válidos. Em São Paulo, Melissa Palmieri, apoiada por críticos do governo Bolsonaro, como a infectologista Luana Araújo, ficou em segundo lugar, com 34% dos votos.
O resultado das eleições evidencia a polarização dentro do CFM e a influência de figuras bolsonaristas na escolha dos novos conselheiros, refletindo a contínua divisão política na classe médica.
Com informações do Globo
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