566 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A treinadora húngara de ginástica rítmica Noemi Gelle foi alvo de intensas críticas nas redes sociais após realizar um gesto associado ao supremacismo branco. O incidente ocorreu enquanto Gelle era filmada após a apresentação de sua atleta Fanni Pigniczki, gerando indignação e debate sobre o uso de símbolos neonazistas.
O gesto em questão, que é similar ao sinal de "ok", começou a ser vinculado ao neonazismo e ao supremacismo branco a partir de 2017. O símbolo se tornou um "apito de cachorro", usado para identificar membros de extrema direita sem levantar suspeitas imediatas do público em geral. Essa prática permite que extremistas se comuniquem sem revelar abertamente suas intenções.
Esse tipo de gesto já havia sido motivo de controvérsia no Brasil, quando Filipe Martins, ex-assessor especial do governo de Jair Bolsonaro, foi acusado de realizar o mesmo sinal durante uma sessão do Senado em 2021. Martins, que nega as acusações, é conhecido por suas ligações com redes de extrema direita, mas o Ministério Público não deu seguimento a investigações criminais na ocasião.
O uso de gestos associados ao neonazismo é uma preocupação crescente, pois pode legitimar discursos de ódio e promover ideologias perigosas. Reconhecer esses símbolos é crucial para combater a disseminação de ideias extremistas que ameaçam a democracia e a convivência pacífica.
A comunidade internacional continua atenta a manifestações de extremismo, buscando identificar e desmantelar redes que utilizam tais símbolos para promover ideologias de ódio. O episódio envolvendo Gelle destaca a importância de educar o público sobre o significado desses gestos e suas implicações.
Assista ao vídeo:
Algo muito sério aconteceu hoje: Noemi Gelle, treinadora da equipe húngara, faz um gesto de supremacia branca.
— Thuane (@thuxthuane) August 8, 2024
Uma resposta ao pódio de mulheres negras + a treta da Romênia. Um absurdo e o COI tem que fazer o banimento imediato dessa racista!pic.twitter.com/JSn849ZjeR