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O promotor Maurício Verdejo, da 6ª Promotoria de Justiça de Picos (PI), foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) ao receber propina do empresário Junno Pinheiro. A operação, denominada Iscariotes, flagrou Verdejo aceitando R$ 3 milhões para arquivar um processo contra Pinheiro. O caso ocorreu em Teresina, e as imagens foram divulgadas pela TV Lupa 1.
Nas gravações, Junno Pinheiro chega em um veículo SW4 preto, estaciona, e logo é cumprimentado por Verdejo, que sai de uma casa de luxo. O promotor recebe uma bolsa do banco traseiro do carro, e ambos entram na mansão. A prisão de Verdejo aconteceu em seguida, evidenciando o flagrante da corrupção.
Segundo depoimento de Pinheiro no dia 31 de julho, o promotor o abordou em um restaurante dias antes, exigindo pagamento para "facilitar" a situação de Pinheiro em uma investigação criminal na comarca de Picos. O empresário denunciou extorsão, ameaças e exigência de propina por parte de Verdejo.
Junno Pinheiro também enfrenta acusações de homicídio doloso após um acidente de trânsito enquanto participava de um racha. Embriagado, ele teria perdido o controle do veículo, resultando na morte do arquiteto João Vitor Oliveira Campos Sales. As circunstâncias do acidente ainda estão sob investigação.
O caso de corrupção envolvendo o promotor é mais um episódio que expõe práticas ilícitas em instituições públicas, destacando a necessidade de combate rigoroso à corrupção. A operação da PF demonstra o compromisso em desmantelar esquemas corruptos que prejudicam a justiça e a sociedade.
A prisão de Verdejo e a denúncia de Pinheiro revelam como o sistema pode ser manipulado por aqueles que deveriam zelar pela justiça. O flagrante reforça a importância de transparência e integridade no serviço público para restaurar a confiança da população nas instituições.
Assista ao vídeo:
Pulou a poça d’água e caiu na lama. pic.twitter.com/C1WIuU4yII
— Vladimir Aras (@VladimirAras) August 8, 2024