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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, esclareceu que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de liberar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de devolver um relógio de luxo recebido em 2005 não interfere nas investigações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso das joias sauditas. Durante julgamento, o TCU entendeu que presentes recebidos por Lula, Bolsonaro e outros ex-mandatários não precisam ser devolvidos enquanto não houver legislação específica sobre o tema.
A defesa de Bolsonaro espera que a decisão sobre o relógio de Lula e o arquivamento dos processos no TCU ajudem a enfraquecer possíveis acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso das joias. No entanto, Andrei Rodrigues afirmou que a competência para decidir sobre a incorporação de presentes cabe ao Sistema de Justiça Criminal, e não ao TCU.
Rodrigues ressaltou que a investigação contra Bolsonaro abrange várias condutas, além do recebimento das joias, incluindo a omissão de dados, ocultação de bens e advocacia administrativa. Ele enfatizou que a análise de possíveis crimes não depende do posicionamento do TCU, mas sim do sistema de justiça criminal, que avaliará as ações e circunstâncias para determinar a existência de crimes.
Em julho, Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro no inquérito das joias sauditas. Ele é acusado de apropriação indevida de presentes recebidos de autoridades estrangeiras durante seu mandato, destacando mais uma vez o comportamento antiético que marca sua trajetória política.
A decisão do TCU sobre o presente de Lula é vista como uma questão administrativa, mas a investigação contra Bolsonaro permanece focada em aspectos criminais, reforçando a necessidade de responsabilização por ações que possam ter violado a lei.
Com informações do DCM
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