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O Ministério Público de São Paulo solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar o candidato Pablo Marçal (PRTB) por possíveis crimes eleitorais contra seu adversário Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A decisão foi tomada pelo promotor eleitoral Nelson dos Santos Pereira Junior, após acatar o pedido da campanha de Boulos e identificar “indícios de prática de crimes eleitorais” nas ações de Marçal.
Antes do primeiro debate promovido pela TV Bandeirantes, o bolsonarista afirmou que usaria a oportunidade para expor candidatos que seriam “cheiradores de cocaína”. Durante o debate, Marçal reforçou a insinuação sem provas, fazendo gestos que sugeriam o consumo de drogas ao se referir a Boulos.
A campanha de Marçal aproveitou esse momento para criar “cortes” do debate e disseminá-los nas redes sociais. A Justiça concedeu uma liminar para impedir a circulação desse tipo de conteúdo, mas novas versões dos vídeos continuaram a ser divulgadas, levando a Justiça a ampliar a liminar.
O Ministério Público argumenta que as acusações de Marçal não são apenas ataques à honra de Boulos, mas constituem crime eleitoral, pois “têm o potencial de enganar e influenciar um grande número de eleitores que poderiam considerar o noticiante como uma opção para o voto em outubro”.
Os ataques de Marçal não se limitaram ao debate da TV Bandeirantes. Em outro embate, promovido por Estadão/FAAP e Terra, o candidato do PRTB voltou a fazer insinuações semelhantes, intensificando a campanha negativa contra Boulos. Em resposta, Boulos comparou Marçal ao Padre Kelmon, figura bolsonarista folclórica que concorreu à presidência em 2022, e ironizou a ocupação de Marçal como “coach”, lembrando que ele também tentou, sem sucesso, se eleger ao mesmo cargo. “Até ser deputado federal, coisa que você tentou e não conseguiu, eu estava dando aulas na PUC”, afirmou Boulos.
Veja o vídeo:
Depois faz isso.
— Rogério Viana (@rogeriov_passos) August 9, 2024
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