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Um médico e empresário do interior de São Paulo, Ricardo Stoppe Júnior, está sendo investigado por um esquema bilionário de grilagem de terras na Amazônia. Apelidado de “rei do carbono”, Ricardo se apropriou de mais de 500 mil hectares de terras públicas, uma área equivalente ao Distrito Federal, utilizando documentos falsificados. A Polícia Federal (PF) revelou que ele, conhecido por apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, faturou R$ 800 milhões, sendo R$ 180 milhões com créditos de carbono e R$ 600 milhões com a extração ilegal de madeira. Em 2022, seu filho, também investigado, doou R$ 5 mil para a campanha bolsonarista.
O esquema de grilagem envolvia a falsificação de documentos antigos e o pagamento de propinas a funcionários de cartórios e do Incra para validar essas fraudes. Durante o governo Bolsonaro, o grupo de Ricardo pareceu encontrar facilidades devido ao desmonte das estruturas de fiscalização ambiental, promovido pelo então ministro Ricardo Salles. Áudios obtidos pela PF mostram as negociações e o pagamento de propinas para a obtenção de documentos falsos.
A PF afirma que Ricardo não é o legítimo proprietário de nenhuma das terras na Amazônia, destacando que todas pertencem à União. Parte dessas terras foi transformada na Floresta Nacional do Iquiri em 2008, mas Ricardo ainda tentou, sem sucesso, reivindicar uma indenização de R$ 100 milhões, alegando ser o dono da área. As investigações continuam, e a PF já identificou pelo menos 50 membros da organização criminosa, que enfrentarão acusações de desmatamento, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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