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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está investigando se a ViaMobilidade, empresa responsável pelas linhas 8 (Diamante) e 9 (Esmeralda) desde 2022, tem usado peças de um trem emprestado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para reparos em outros veículos da estatal. O promotor Silvio Marques já ouviu pelo menos três testemunhas sobre o caso.
O foco da apuração é o trem H556, adquirido pela CPTM em 2013 como parte de um contrato de 65 veículos ao custo total de R$ 1 bilhão. O modelo, que custou cerca de R$ 15,3 milhões à época (R$ 28,8 milhões corrigidos), foi emprestado à ViaMobilidade em junho de 2022. Atualmente, o veículo está desmontado em uma oficina da empresa em Osasco, com partes espalhadas e separadas.
A ViaMobilidade justificou que o trem está em manutenção para reparos eletrônicos e substituição de 64 rodas. Segundo a empresa, os oito carros do H556 foram separados temporariamente e serão devolvidos à CPTM em plenas condições operacionais até março de 2025.
A CPTM informou que o empréstimo foi feito em caráter temporário, substituindo o trem Q148, que não estava operacional. Apesar disso, a estatal afirmou que ainda não há uma data definida para a devolução do H556.
O MP-SP também investiga a gestão dos empréstimos feitos pela CPTM desde o início da operação da ViaMobilidade, considerando que a frota é de patrimônio público e deve ser devolvida ao Estado dentro dos prazos estipulados.
Com informações do DCM
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