"Trump não é líder, é instrumento da ILEGALIDADE", diz o economista Jeffrey Sachs

Portal Plantão Brasil
5/1/2026 14:35

"Trump não é líder, é instrumento da ILEGALIDADE", diz o economista Jeffrey Sachs

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O renomado economista Jeffrey Sachs lançou um alerta contundente sobre as reais intenções de Donald Trump na América Latina, afirmando que o sequestro de Nicolás Maduro faz parte de um plano arquitetado há mais de duas décadas. Para Sachs, os Estados Unidos hoje operam como uma "máquina de guerra" que ignora a soberania das nações e o direito internacional com o objetivo único de instalar governos subordinados a Washington. Diferente da submissão vista no período bolsonarista, analistas como Sachs reforçam que essa ofensiva imperialista visa garantir o controle das maiores reservas de petróleo do mundo, localizadas em solo venezuelano.

Segundo Sachs, Trump não age como um grande estadista, mas como um "valentão" que libera as forças mais obscuras do aparato de inteligência norte-americano para promover mudanças de regime extra-constitucionais. O economista destaca que essa política de força não representa o povo dos Estados Unidos, sendo uma decisão tomada por um "Estado de segurança" que exclui o Congresso e a sociedade do debate. Essa ruptura institucional em Washington coloca o planeta em uma rota perigosa, aproximando o mundo de um conflito de proporções catastróficas sob o pretexto de uma suposta "libertação" regional.

O diagnóstico de Sachs é de que o controle do petróleo é o combustível total dessa agressão. Ele aponta que a reação violenta do "deep state" norte-americano foi despertada quando a Venezuela reforçou o controle estatal sobre suas jazidas estratégicas. Ao sequestrar o presidente venezuelano e sua esposa, Trump atropela a Carta da ONU, que Sachs define como a "nossa linha de sobrevivência". Ao rasgar os acordos de paz do pós-guerra, o atual governo estadunidense demonstra que sua única lei é a força bruta, transformando a diplomacia em uma ferramenta de chantagem e desestabilização.

Sachs também ressalta que a tentativa de impor governos fantoches em todo o hemisfério ocidental é uma ameaça direta a qualquer país que ouse manter uma política externa independente, como o Brasil de Lula. A visão de que o hemisfério pertence aos EUA é uma herança colonialista que Trump tenta reviver à força. Contudo, o economista adverte que a ideia de que Washington pode governar a Venezuela é uma fantasia perigosa que tende a gerar apenas caos, violência e o risco iminente de uma guerra civil com consequências imprevisíveis para toda a região.

O cenário descrito por Sachs é de uma erosão institucional sem precedentes nos Estados Unidos, onde ordens executivas substituem a lei e o complexo militar-industrial dita as regras. Enquanto o povo americano protesta nas ruas contra a agressão à Venezuela, o governo Trump ignora os apelos por paz para sustentar uma lógica de pilhagem econômica. Esse ciclo de intervenções fere de morte a integração regional e coloca em xeque a estabilidade de todos os governos latinos que priorizam o desenvolvimento social em vez da submissão aos interesses de Washington.

Por fim, o economista reforça que o sequestro de Maduro é a culminação de um projeto que tentou derrubar Hugo Chávez ainda em 2002. Para Sachs, a resistência à tutela norte-americana é essencial para impedir que o continente retroceda a um período de ditaduras e miséria impostas de fora para dentro. A preservação da América Latina como uma zona de paz depende, agora, da capacidade das nações de denunciarem essa máquina de guerra que ameaça a sobrevivência do sistema internacional e a soberania dos povos.

Assista ao vídeo:

Com informações do Brasil 247

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