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A Organização das Nações Unidas (ONU) subiu o tom nesta terça-feira (6) e condenou abertamente a operação militar imperialista conduzida por Donald Trump em Caracas, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Em um posicionamento contundente, a instituição afirmou que a ação estadunidense atropelou princípios fundamentais do direito internacional. Ravina Shamdasani, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, reforçou que as nações não podem utilizar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outros Estados, desmascarando a tentativa de Washington de normalizar uma agressão militar criminosa.
O pronunciamento ocorre três dias após a madrugada de terror vivida na capital venezuelana, marcada por explosões e pela violação da soberania de um país vizinho ao Brasil. Enquanto o bolsonarismo costumava se curvar a qualquer ordem vinda da Casa Branca, a nova postura da ONU explicita que a administração Trump ultrapassou todos os limites jurídicos estabelecidos pela Carta das Nações Unidas. O organismo multilateral, que antes mantinha uma posição de cautela, agora reconhece que a ação dos Estados Unidos foi uma ruptura grave das normas que regem a paz global.
A resistência internacional contra o autoritarismo de Trump ganhou força com as críticas pesadas de Rússia e China durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança. Pequim classificou a invasão como um ato de "bullying" geopolítico, enquanto Moscou denunciou a "hipocrisia e o cinismo" do governo republicano. Esses países reforçaram que a ordem internacional não pode ser pautada pelo arbítrio de uma única potência que decide, por conta própria, sequestrar líderes eleitos sob o pretexto de uma suposta justiça doméstica que não possui jurisdição sobre o mundo.
Por outro lado, a Casa Branca tenta sustentar uma narrativa fantasiosa de que o ataque foi apenas uma "operação para o cumprimento da lei". Washington alega que a presença de suas tropas em solo estrangeiro foi necessária para executar um mandado de prisão contra Maduro por acusações de narcoterrorismo. Essa justificativa, no entanto, é vista por analistas progressistas como uma cortina de fumaça para ocultar o interesse dos Estados Unidos nas reservas de petróleo venezuelanas e sua sanha de controle sobre o hemisfério ocidental.
O argumento americano de que a prisão respeitou a Constituição dos Estados Unidos é uma afronta à lógica diplomática, uma vez que as leis internas de um país não dão direito à invasão de soberanias alheias. Ao tentar agir como o "xerife do planeta", Trump ignora que o sistema internacional se baseia no respeito mútuo e na não ingerência. O uso de bombardeios e forças especiais contra um governo soberano é um método que remete aos períodos mais sombrios da história, celebrados apenas por aqueles que desprezam a democracia e a autodeterminação dos povos.
A escalada desse conflito coloca a América do Sul em um estado de alerta máximo. A condenação da ONU serve como um escudo jurídico para as nações que defendem a paz e a estabilidade regional, isolando a postura belicista de Trump e seus aliados de extrema-direita. O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, observa o desenrolar desse embate histórico, reafirmando que a diplomacia e o respeito aos tratados internacionais são os únicos caminhos para evitar que o continente seja transformado em um campo de batalha por interesses estrangeiros.
Com informações do DCM
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