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2/8/2020 18:37

Atuação do governo a favor de bolsonaristas e contra opositores incomoda Congresso e Supremo

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1074 visitas - Fonte: Folha

A atuação do governo federal em favor de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e as ações da Polícia Federal contra parlamentares e governadores opositores ao Planalto geram incômodo no Congresso e no Judiciário.



Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e auxiliares ouvidos pela Folha afirmam reservadamente que a utilização da AGU (Advocacia-Geral da União) e do Ministério da Justiça em defesa de youtubers e blogueiros associados a Bolsonaro também tem causado estranhamento.

O uso da instituição e do Ministério da Justiça incomoda também o Congresso.



A ação da Seopi (Secretaria de Operações Integradas) contra 579 servidores federais e estaduais de segurança identificados como integrantes do “movimento antifascismo”, revelada pelo UOL, levou parlamentares a articularem a convocação do titular da Justiça, André Mendonça, para prestar esclarecimentos.

A convocação de Mendonça já era cobrada por deputados da oposição desde que ele entrou com um habeas corpus em favor do então ministro da Educação Abraham Weintraub, mas foi adiada após a saída dele do governo.

A ação incomodou também líderes e a cúpula política de Brasília. A bancada do PSB na Câmara apresentou na semana passada um requerimento de convocação que teve a bênção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).



O pedido ganhou força após a PF deflagrar uma operação contra a deputada federal Rejane Dias (PT-PI), mulher do governador do estado, Wellington Dias (PT). As buscas no gabinete dela na Câmara reacenderam no grupo de governadores as críticas feitas ao que chamam de espetacularização das operações.

Segundo a PF, o governador não está envolvido diretamente na investigação. Em nota, Wellington Dias disse que “existe a lei de abuso de autoridade para que casos como este não aconteçam indiscriminadamente”.

Em quatro meses de pandemia, a PF já bateu às portas de quatro governadores e dezenas de secretários e políticos contrários a Bolsonaro.



Parlamentares e governadores dizem que as ações são uma instrumentalização da PF para perseguir opositores —apesar de investigações que também envolvem integrantes do Ministério Público e autorizações da Justiça.

Em um grupo de WhatsApp de líderes de Norte e Nordeste, governadores falaram haver “ameaças políticas reiteradas” e “ações espetaculares” para constranger adversários.

Não é a primeira vez que o assunto vem à pauta. Em junho, após a PF fazer busca e apreensão no governo de Helder Barbalho (MDB) no Pará, o caso foi discutido pelos mandatários estaduais.

Enquanto, na época, a estratégia foi partir para o confronto direto, agora os governadores ouvidos pela Folha afirmaram que é momento de atuar nos bastidores junto à PGR (Procuradoria-Geral da República) e às cortes superiores. A avaliação é que o confronto aberto favorece Bolsonaro.



Os governadores criticam pareceres da CGU (Controladoria-Geral da União) que, segundo um governador do Nordeste, criminalizam situações de mercado. Para ele, há presunção de que todas as compras na pandemia foram fraudadas ou superfaturadas, quando, “em muitos casos, eram situação de oferta e demanda”.

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