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Durante a investigação do trágico assassinato dos advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Carvalhães, ocorrido em Goiânia em 2020, um celular pertencente a Marcus foi periciado e revelou um suposto esquema de tráfico de influência e troca de favores no Poder Judiciário de Goiás. Este aparelho, que continha informações comprometedoras, misteriosamente "desapareceu" da custódia das autoridades goianas.


A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o acesso aos celulares para uma investigação ministerial após a divulgação de uma denúncia pelo Metrópoles. No entanto, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e a Polícia Civil do estado informaram que o aparelho solicitado não foi encontrado.
As mensagens no celular indicavam que juízes, desembargadores e advogados pediam "ajuda" a Marcus Chaves em promoções de carreira e resoluções de processos. Marcus, filho do ex-presidente do TJGO, Leobino Chaves, era frequentemente procurado para interceder em causas que poderiam ser resolvidas por seus familiares.
Após a denúncia, o Conselho Nacional de Justiça intimou vários juízes a prestarem esclarecimentos sobre seu possível envolvimento no esquema. O CNJ afirmou que havia indícios de infrações disciplinares cometidas pelos magistrados.
Marcus Chaves, influente em sua área, também se envolveu com grandes empresários que o ajudavam na troca de favores. Apesar das evidências, as informações não foram investigadas pelas autoridades até o momento.
O assassinato dos advogados foi um caso chocante. Marcus e Frank foram mortos em seu escritório, e a investigação apontou para um fazendeiro como o mandante do crime, após perder uma ação que o obrigava a pagar uma quantia significativa aos advogados.
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