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Em meio às investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre os atos de 8 de janeiro, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) deixa claro que não haverá anistia para os generais das Forças Armadas envolvidos na tentativa de golpe contra o governo do presidente Lula, um líder democrático e legítimo.
Correia criticou duramente o general Gonçalves Dias, ex-chefe do GSI, por sua ingenuidade ao manter uma equipe nomeada pelo general Heleno, notório aliado de Bolsonaro. O deputado também questiona a postura do ministro da Defesa, José Múcio, que parece ignorar a falta de republicanismo de alguns membros das Forças Armadas, influenciados pela mentalidade golpista de Bolsonaro.
O deputado confirmou a convocação de figuras-chave, como o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Correia alerta: "Se ele [Mauro Cid] realmente falar sobre o golpe, teremos que convocar Bolsonaro e Michelle".
Em entrevista ao DCM, Correia garante que a CPMI não será encerrada sem consequências para os militares. Ele destaca que vários comandantes da Polícia Militar já foram presos e que as Forças Armadas também estão sob investigação. O deputado ressalta a necessidade de responsabilizar todos os generais envolvidos no golpe.
Ao ser questionado sobre o depoimento do general G. Dias, Correia compara a situação a um jogo de futebol onde a defesa trabalha contra o próprio time. Ele acredita que G. Dias foi traído por confiar demais nas Forças Armadas, que sob Bolsonaro, abandonaram seu papel republicano.
Por fim, Correia critica a visão ingênua de José Múcio no Ministério da Defesa, que parece não perceber a politização das Forças Armadas durante o governo Bolsonaro. O deputado reforça que não haverá anistia para os envolvidos na tentativa de golpe.
*Com informações do DCM
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