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Durante o conturbado governo de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, tinha o costume de considerar presentes entregues por delegações estrangeiras como se fossem estritamente pessoais. Essa revelação foi feita por Marcelo Vieira, ex-chefe do Gabinete de Documentação Histórica do Palácio do Planalto, em entrevista ao Metrópoles. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), presentes considerados "personalíssimos" são geralmente vistos como propriedade privada da pessoa que os recebe, muitas vezes sendo itens de menor valor ou consumíveis.
Vieira, que serviu no Planalto durante o governo Bolsonaro, relatou à Globonews que Mauro Cid manteve essa postura ao longo dos quatro anos de gestão. Ele destacou que frequentemente precisava reforçar que os presentes não deveriam ser vistos como pessoais. "O Cid chegava e afirmava que o presente era personalíssimo. Eu sempre respondia que não era", lamentou Vieira. "Passei quatro anos tentando fazer ele entender, mas parecia que ele ignorava", acrescentou.
Quando indagado sobre a perspectiva de Mauro Cid em relação aos presentes, Vieira apenas comentou que o tenente-coronel "tinha sua própria interpretação".
Recentemente, Mauro Cid e outros sete indivíduos foram convocados para depor à Polícia Federal (PF). Eles estão sendo investigados por um suposto esquema relacionado a joias recebidas como presentes de delegações estrangeiras.
*Com informações do Brasil 247
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