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Franco Giaffone, um dos principais fornecedores de armas e equipamentos de segurança estrangeiros para o governo de Jair Bolsonaro, está sob o escrutínio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas. Representando empresas renomadas como a austríaca Glock, a indiana MKU e a estadunidense Axon, Giaffone venceu licitações que totalizam aproximadamente R$ 331 milhões, atendendo principalmente ao Ministério da Justiça e à Polícia Rodoviária Federal durante a gestão Bolsonaro.
A flexibilização das importações de produtos similares aos fabricados no Brasil, promovida pelo governo anterior, permitiu que Giaffone intermediasse a compra de itens estrangeiros. No entanto, essa medida gerou desconforto entre empresas nacionais, que alegam concorrência desleal e desequilíbrio tributário e regulatório nas licitações.
A CPMI solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) relatórios sobre as movimentações financeiras de Giaffone. O Coaf identificou operações atípicas e incompatíveis, incluindo uma transação suspeita com Edimar Pereira da Silva, ex-vereador com antecedentes de atividade garimpeira no Pará. Em um período de cerca de um ano, Pereira da Silva transferiu R$ 120 mil para Giaffone, em meio a movimentações que o Coaf considera suspeitas, totalizando R$ 40 milhões.
A comissão também está investigando transações internacionais de Giaffone e aprovou pedidos para quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário. Além disso, solicitou ao TCU uma auditoria nos contratos entre o governo e a Glock.
A assessoria de Giaffone afirmou que ele atua com integridade perante órgãos e agentes públicos e negou qualquer ligação com os eventos de 8 de janeiro.
*Com informações do Brasil 247
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