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Em uma demonstração de solidariedade e busca por justiça, o Brasil assistiu à 29ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. Este movimento, que ocorreu em 26 estados, propôs uma profunda reflexão sobre a garantia de uma vida digna para os segmentos da população que são frequentemente marginalizados. Este ano, o grito ecoou o tema "Você tem fome e sede de quê?", destacando a crescente questão da fome que tem assolado muitos brasileiros. Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou o aumento da fome e insegurança alimentar no Brasil.
A FAO revelou que, em 2022, 70,3 milhões de brasileiros enfrentaram insegurança alimentar moderada, enquanto 21,1 milhões sofreram com insegurança alimentar grave.
O bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Valdeci Santos Mendes, enfatizou a importância do evento. Ele destacou que o Grito é uma oportunidade para refletir sobre a busca por um mundo mais justo e fraterno.
Rosilene de Jesus Santos, conhecida como Negah Rosi, uma das vítimas das fortes chuvas em São Sebastião, compartilhou seu testemunho. Ela falou sobre a luta por moradia digna, saneamento e acesso à água potável após a tragédia que afetou mais de 4 mil pessoas e causou 64 mortes.
O Grito dos Excluídos também defende o acesso à terra, trabalho, agroecologia, soberania alimentar e os direitos dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas. Dom José Valdeci reforçou a necessidade de continuar lutando ao lado daqueles que são excluídos.
Eventos relacionados ao Grito dos Excluídos já começaram em várias regiões do país, incluindo Acre e Maranhão, culminando em uma celebração especial no dia 9 de setembro.
Com informações de Brasil 247
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