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O cenário para a sucessão na Procuradoria-Geral da República (PGR) está se tornando cada vez mais complexo. O vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, que até então era visto como favorito para assumir o cargo, pode estar perdendo terreno. Antônio Carlos Bigonha, subprocurador-Geral da República, tem ganhado destaque e apoio do presidente Lula nos últimos dias.
A mudança de perspectiva ocorreu após Lula ter conversas com ex-membros da cúpula da PGR de seus governos anteriores. Esses diálogos indicaram que Bigonha, que tem ligações com lideranças petistas, tem se destacado positivamente entre os aliados da PGR.
No entanto, há alertas ao presidente sobre os defensores de Bigonha pertencerem ao grupo "tuiuiú", uma ala da PGR associada a Rodrigo Janot, que é visto como uma figura controversa entre os petistas e a classe política.
"O nome tuiuiú é uma referência ao grupo do órgão que, assim como a ave do Pantanal, tinha dificuldades para levantar voo. Com orientação ideológica de esquerda, os tuiuiús faziam oposição a Geraldo Brindeiro, procurador-geral de Fernando Henrique Cardoso, e não assumiram cargos importantes. Só alçaram voos após a eleição de Lula, em 2002, com a adoção da lista tríplice"- Bela Megale, de O Globo.
Paulo Gonet, por outro lado, é apoiado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. No entanto, há resistências entre alguns petistas e membros do Palácio do Planalto, que acreditam que a escolha de Gonet poderia fortalecer excessivamente os magistrados do Supremo.
A decisão final de Lula ainda está pendente, pois ele busca o "perfil ideal" para o cargo. A expectativa é que o presidente faça sua indicação até o final do mês, considerando que o mandato de Augusto Aras termina em 26 de setembro.
Com informações de O Globo
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