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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está sob escrutínio após a Operação Escudo, que teve início em 28 de julho e terminou em 5 de setembro, resultando em pelo menos 30 mortes na Baixada Santista. A Justiça de São Paulo, juntamente com movimentos sociais e entidades de direitos humanos, começou a questionar a política de segurança pública do governador.
Operação Escudo: A operação, que foi retomada há uma semana, resultou em pelo menos 30 mortes na Baixada Santista.
-Decisão Judicial: Na última quinta-feira (14), o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou que o governador Tarcísio de Freitas instale câmeras nas fardas de todos os policiais militares paulistas e em suas viaturas no prazo de 90 dias. A decisão também estipula que o Estado siga uma resolução do Supremo Tribunal Federal sobre o transporte de presos e proíbe o uso de cordas e outros artefatos para algemar detidos. Uma multa de R$ 100 mil foi estabelecida para o caso de descumprimento da decisão.
-Uso de Câmeras Corporais: Em 2019, a implementação de câmeras corporais pelos PMs resultou em uma redução de mais de 60% no número de homicídios causados por policiais. No entanto, Tarcísio de Freitas tinha planos de acabar com essa política, alegando dar um "voto de confiança" aos policiais.
-Denúncias à ONU: Na quarta-feira (13), a ONG Conectas Direitos Humanos e o movimento Mães de Maio denunciaram Tarcísio e o governo de São Paulo ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas por violações de direitos humanos ocorridas durante a Operação Escudo e pela recusa do governador em instalar câmeras corporais na polícia, que é uma das mais violentas do mundo.
Assista ao vídeo com as denúncias à ONU:
-Histórico de Violência: A operação policial, que é a mais letal da história de São Paulo após o Massacre do Carandiru, trouxe à tona a questão da violência policial e a necessidade de medidas de controle.
-Repercussões: Diversas denúncias já foram feitas em relação à violência sofrida pelas famílias afetadas pela operação. A Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos (SDDH) encaminhou um documento para o secretário Jarbas Vasconcelos, da secretaria de Igualdade Racial e de Direitos Humanos, e também acionou a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará.
A crescente preocupação com a política de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas e as consequências de suas ações estão sendo amplamente discutidas pela sociedade civil. Espera-se que o governo participe e apresente soluções.
*Com informações do Portal Fórum
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