1082 visitas - Fonte: Plantão Brasil/Twitter
Durante uma sessão da Comissão de Previdência e Família da Câmara dos Deputados, o deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-SP) fez duras críticas aos parlamentares fundamentalistas, destacando a importância da laicidade do Estado e a separação entre as instituições religiosas e o poder público.
A sessão tinha como objetivo discutir o Projeto de Lei 5167/2009, proposto pelos deputados Capitão Assumção (PSB-ES) e Paes de Lira (PTC-SP), que busca proibir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Após horas de debate, decidiu-se que uma audiência pública será realizada na próxima terça-feira (26) para discutir o tema.
O deputado Pastor Henrique Vieira, em sua fala, criticou a tentativa de alguns parlamentares de usar suas crenças religiosas para influenciar decisões políticas, afirmando que "O Estado não é extensão da igreja". Ele também destacou a diversidade dentro da comunidade cristã, mencionando que muitos LGBTs são devotos e que o discurso fundamentalista não representa a totalidade dos cristãos.
Vieira questionou a tentativa de impor uma visão religiosa específica a toda a população por meio de leis, chamando tal atitude de "violenta" e "arbitrária". Ele ainda desafiou os fundamentalistas a reconhecerem a diferença entre suas crenças pessoais e as leis do Estado, ressaltando que a liberdade religiosa e o respeito à diversidade são fundamentais em uma democracia.
O deputado concluiu sua intervenção afirmando que a paixão religiosa de alguns não pode ser transformada em lei, especialmente quando essa visão não é compartilhada por todos os cristãos. Ele reforçou que o Estado deve garantir os direitos civis de todos, independentemente de crenças religiosas.
Veja o que ele disse:
"Não podem pegar essa paixão religiosa, que sequer é unanimidade dentro do cristianismo, e transformá-la em Lei. Isso é arbitrário, isso é violento. É pegar uma doutrina religiosa e não reconhecer o direito do outro diante do Estado. Se uma determinada igreja não concorda, por que não são todas, é só não celebrar, mas o Estado não pode ser a extensão da igreja. Inclusive, essa é uma reivindicação histórica do protestantismo: o Estado é o Estado e a igreja é a igreja. Não é casamento religioso, é casamento civil. Por que impedir que o outro, diante do Estado, tenha o seu direito reconhecido? Que obsessão é essa? De negar o direito ao outro”.
Assista ao vídeo do Pastor Henrique Vieira:
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— Rene Silva ?? (@eurenesilva) September 20, 2023