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Em uma ação exemplar, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou o juiz federal do Trabalho Marlos Melek de suas funções. A decisão ocorreu após ser revelado que o magistrado fez parte de um grupo de WhatsApp com empresários que, de forma audaciosa e antidemocrática, discutiram e apoiaram um golpe de Estado contra o legítimo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em caso de sua vitória sobre Jair Bolsonaro. O CNJ, atuando em defesa da democracia, também determinou a abertura de um processo administrativo contra Marlos Melek.
O corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, em seu voto, ressaltou que Melek optou por permanecer no grupo "Empresários & Política", mesmo não sendo empresário e, mais grave ainda, ignorando seu dever de se manter distante de discussões políticas, dada sua posição como magistrado.
Salomão também mencionou que vários empresários do grupo, incluindo o notório bolsonarista Luciano Hang, proprietário da Havan, estão sob investigação e foram alvo de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Melek não se limitou a ser um mero espectador, ele ativamente comentou no grupo, e foi justamente uma de suas declarações que levou à denúncia contra ele.
Em sua defesa, Melek tentou minimizar sua participação, alegando que apenas expressou uma opinião sem conotação política. No entanto, Salomão, com clareza e discernimento, ressaltou que as discussões no grupo estavam intrinsecamente ligadas ao Partido dos Trabalhadores, à candidatura de Lula e à rivalidade com Bolsonaro.
Salomão concluiu enfatizando que os magistrados devem equilibrar sua liberdade de expressão com seus deveres funcionais, evitando envolver a instituição em debates políticos.
*Com informações de “O Globo”
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