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Na abertura da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (21), o procurador-geral da República, Augusto Aras, fez seu discurso de despedida, marcando o fim de seu segundo biênio à frente do Ministério Público (MP). Durante sua fala, Aras criticou o que chamou de "equivocada narrativa" que sugeria seu alinhamento a projetos políticos partidários, seja de direita ou esquerda.
Aras, que foi nomeado e reconduzido ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, enfatizou que instituições como a PGR são "contramajoritárias" e não possuem compromissos com governos ou partidos. Ele também fez uma comparação do Ministério Público com o evangelho de Cristo, destacando a missão de servir à sociedade.
O procurador-geral fez um breve balanço de sua gestão, criticando indiretamente a Operação Lava Jato e destacando que, sob sua liderança, foram conduzidas 200 investigações sem "espetáculos midiáticos". Aras expressou sua frustração com algumas narrativas sobre sua gestão, mencionando o esforço e dedicação que colocou em seu trabalho.
Após o discurso de Aras, o ministro Gilmar Mendes prestou homenagem ao PGR, reconhecendo os desafios enfrentados durante sua gestão, que incluíram a pandemia, eleições conturbadas e ataques à democracia. Mendes também apresentou alguns números da gestão de Aras, incluindo 39 mil manifestações em processos judiciais no STF e 400 ações diretas de inconstitucionalidade.
Por fim, é mencionado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não decidiu sobre a recondução de Aras ao cargo. Embora Lula já tenha se encontrado com os principais candidatos, ainda não há uma decisão final sobre quem assumirá o posto.
*Com informações do Jornal GGN
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