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Bernardo Mello Franco, em sua coluna, comenta sobre a despedida de Augusto Aras do plenário do Supremo. Aras, ao se despedir, fez referência a ter oferecido “sangue, suor e lágrimas” durante seu mandato como procurador-geral da República. A expressão, originalmente de Winston Churchill, foi usada por Aras de forma que Franco sugere ser mais apropriada a Neville Chamberlain, que não se posicionou firmemente diante da ameaça nazista.
Nomeado por Jair Bolsonaro, Aras foi criticado por sua postura omissa diante das ações do presidente que ameaçavam as instituições e a democracia. Ele foi visto mais como um protetor dos atos presidenciais do que um fiscalizador. Durante sua gestão, o Ministério Público foi descrito como inerte, não atuando de forma efetiva contra os abusos do poder.
No início de seu mandato, Aras buscou agradar Bolsonaro e os militares, o que foi bem recebido pelo presidente, que descreveu sua relação com o procurador como "amor à primeira vista". No entanto, essa proximidade foi vista como problemática, pois Aras não tomou medidas contra as ações de Bolsonaro que prejudicavam a democracia e a saúde pública, especialmente durante a pandemia.
Sua inação durante a crise da Covid-19 foi particularmente notável. Aras não se manifestou contra as posturas anti-científicas do governo, como ataques à vacinação e promoção de tratamentos ineficazes. Ele também não agiu quando o governo falhou em fornecer oxigênio aos hospitais.
Em seu discurso de despedida, Aras se elogiou, afirmando ter cumprido seu dever e sempre atuado em prol de um Brasil melhor. No entanto, Franco sugere que a Procuradoria estará melhor sem ele, já que seu mandato termina na próxima terça-feira.
*Com informações de O Globo
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