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Em mais um tiro no pé, Bolsonaro parece ter fornecido, involuntariamente, provas que corroboram uma delação que sua defesa tenta desacreditar. A delação em questão, feita por Mauro Cid, detalha os planos golpistas de Bolsonaro, que incluíam a convocação de novas eleições e a prisão de adversários. E, pasmem, uma live realizada por Bolsonaro em 30 de dezembro do ano passado, parece ser a peça que faltava para ligar os pontos dessa trama.
A Polícia Federal, com sua competência habitual, identificou que essa transmissão ao vivo, feita horas antes de Bolsonaro fugir para a Flórida, pode ser um indício de que, após ser derrotado por Lula, o ex-presidente realmente conduziu as tratativas golpistas que Mauro Cid afirma ter testemunhado. O termo "prova indiciária", conforme explicado por um investigador da PF, refere-se a uma circunstância conhecida e provada que, por indução, permite concluir a existência de outras circunstâncias relacionadas ao fato.
Aprofundando-se nas investigações, a PF encontrou na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, uma minuta de decreto presidencial que visava instaurar um Estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral. O objetivo? Reverter o resultado da eleição vencida por Lula. E como se não bastasse, no celular de Mauro Cid, foi encontrada outra minuta, desta vez sobre um Estado de Sítio e uma operação militar.
A live de Bolsonaro, portanto, não foi apenas mais uma de suas habituais tentativas de manipular a narrativa. Foi, na verdade, um tiro no pé. E, ironicamente, enquanto Bolsonaro tenta desqualificar a delação, ele mesmo forneceu material que pode comprová-la. Em entrevista recente, Bolsonaro chegou a elogiar Cid, referindo-se a ele como "uma pessoa decente". Mas, considerando as recentes revelações, é possível que ele tenha mudado de ideia.
*Com informações de UOL
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