1044 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
O general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes, que já foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de envolvimento nos atos terroristas de 8 de janeiro, é também diretor de Defesa e Segurança do Instituto Sagres. Esta organização, fundada por coronéis da reserva, elaborou um questionável "projeto de nação" para o Brasil até 2035, com a colaboração do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e aliado de Bolsonaro.
O tal "projeto de nação", lançado em maio de 2022, foi apresentado em Brasília com o endosso do então vice-presidente, general Hamilton Mourão. O documento, claramente alinhado com a agenda bolsonarista, propõe medidas polêmicas, como o fim da gratuidade na saúde e nas universidades, além de defender a exploração de terras indígenas.
O Instituto Sagres, sob a gestão de Bolsonaro, recebeu R$ 170 mil da Codevasf. A verba foi destinada ao instituto por meio de uma emenda do deputado bolsonarista General Girão, que também está sob investigação por sua possível participação nos atos de 8 de janeiro.
Jorge Rodrigues, pesquisador da Unesp, critica a falta de transparência dessas organizações e afirma que "os militares são vistos como bons gestores, mas há um projeto de poder por trás".
Ridauto Fernandes, além de ser suspeito de facilitar os atos terroristas, tem um histórico preocupante. Com mais de 30 anos de serviço militar, ele integrou o Comando de Forças Especiais do Exército e trabalhou no Ministério da Saúde durante o governo Bolsonaro, onde apoiou uma empresa suspeita de fraude. Seus laços com o círculo próximo de Bolsonaro são evidentes, sendo uma das pessoas a visitar o tenente-coronel Mauro Cid na prisão.
*Com informações do DCM
Assista:
?? General alvo da PF foi a ato golpista: “Tô arrepiado”.
— Metrópoles (@Metropoles) September 29, 2023
Na ocasião, o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes falou que estava “arrepiado” com a invasão e criticou a PMDF.
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