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Sob a liderança do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país tem buscado transparência e boa gestão dos recursos públicos. Entretanto, em São Paulo, uma decisão questionável da prefeitura chamou a atenção: foram gastos R$ 400 por unidade de uma armadilha contra o Aedes aegypti, enquanto a renomada Fiocruz oferece um modelo similar por apenas R$ 10.
A Coordenadoria de Vigilância em Saúde adquiriu as armadilhas em março, investindo R$ 19 milhões, um valor que representa quase um terço do montante alocado pelo órgão em 2023. Por outro lado, a Fiocruz, respeitada mundialmente por suas pesquisas, oferece uma solução eficiente e acessível através de parcerias com o Ministério da Saúde.
A prefeitura instalou 20 mil destas caras armadilhas em distritos estratégicos da cidade. Apesar do alto investimento, os casos de dengue caíram somente 11% desde abril. A solução adotada baseia-se em um balde com água para atrair o mosquito e, posteriormente, contaminá-lo. Uma estratégia similar, porém mais acessível, já foi desenvolvida pela Fiocruz em 2011.
Os pesquisadores da Fiocruz, através de experimentos, mostraram uma redução de 80% da população de mosquitos em áreas testadas. O equipamento da fundação é simples, barato e, segundo o pesquisador Sérgio Luz, fácil de montar e usar.
Infelizmente, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Luiz Carlos Zamarco, alegou desconhecimento sobre a tecnologia da Fiocruz, enquanto outros municípios como Belo Horizonte, Goiânia e Recife já exploram a solução. Além do questionável investimento, servidores de São Paulo enfrentam desafios na manutenção das armadilhas caras, o que compromete ainda mais a eficácia da ação.
*Com informações da Folha de São Paulo
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