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O ano de 2023 foi marcado como o mais quente já registrado, trazendo o planeta Terra para perto do limite considerado seguro para evitar as consequências mais drásticas das mudanças climáticas. De acordo com o relatório do observatório europeu Copernicus, a temperatura média global ficou 1,48°C acima dos níveis pré-industriais, alarmantemente próxima do limite de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.
Esse limite, inicialmente previsto para ser alcançado somente no final do século, está agora ameaçadoramente perto devido ao aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa. Em 2023, todos os dias registraram temperaturas superiores a 1°C acima do nível pré-industrial, com picos de até 2°C em novembro, evidenciando uma aceleração preocupante no aquecimento global.
Desde o início da era pré-industrial, a concentração de CO2 na atmosfera cresceu mais de 50%, exacerbando o problema do aquecimento global. Este aumento resultou em fenômenos climáticos extremos, como ondas de calor cada vez mais intensas, atribuídas tanto à crise climática quanto ao fenômeno El Niño.
A proximidade do "limite seguro" traz não apenas preocupações imediatas, mas também temores sobre os chamados pontos de não retorno do planeta. Cientistas alertam que estamos à beira de atingir cinco desses pontos críticos, que podem desencadear catástrofes ambientais irreversíveis.
O aquecimento global é apontado como o principal responsável por eventos devastadores, como o colapso de corais em águas quentes, o degelo do permafrost e o derretimento do gelo no Ártico e na Antártida. Um estudo da Universidade de Exeter, financiado pelo Fundo Bezos Earth, destaca a grave ameaça que esses pontos de inflexão representam para a humanidade.
Com informações do G1
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