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A Argentina está prestes a registrar em dezembro de 2023 a maior taxa de inflação mensal desde o início da década de 1990, com uma projeção alarmante de 28%, segundo especialistas consultados pela Reuters. Se confirmada, esta taxa destacará a severa crise econômica enfrentada pelo país, com uma inflação anual que pode atingir os 200%, uma das mais altas globalmente.
Essa escalada inflacionária está diretamente ligada às recentes políticas econômicas do presidente ultraliberal Javier Milei, incluindo uma desvalorização drástica do peso argentino. A medida resultou em um ajuste abrupto nos preços de itens essenciais como alimentos, vestuário e transporte, exacerbando a inflação já existente.
Milei assumiu a presidência em meio a um cenário de descontentamento público com a classe política e promoveu uma depreciação superior a 50% da moeda argentina. Esta ação, embora visasse diminuir a disparidade entre a taxa de câmbio oficial e as taxas paralelas, acabou desencadeando um aumento significativo no custo de vida.
Eugenio Mari, economista-chefe da Fundación Libertad y Progreso, explicou à Reuters que a aceleração inflacionária foi impulsionada pela necessidade de ajustar preços que haviam sido artificialmente contidos. Especialmente notáveis foram os aumentos nos preços dos alimentos e bebidas, que subiram cerca de 35% ao mês.
Os dados oficiais da inflação de dezembro serão divulgados pelo Indec, a agência oficial de estatísticas da Argentina, na quinta-feira (11). O próprio presidente Milei reconheceu que a inflação poderia alcançar cerca de 30% no mês, um cenário ainda mais grave do que o esperado.
A crise inflacionária na Argentina reflete uma combinação de fatores complexos, incluindo déficits fiscais profundos, desconfiança na moeda nacional e a impressão de dinheiro para financiar o governo. As políticas de Milei, embora visem reformas econômicas, têm sido objeto de intensos debates e preocupações.
Com informações do G1
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