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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, demitiu Antônio Rios Palhares, um funcionário comissionado da Procuradoria-Geral da República (PGR), por disseminar notícias falsas e mensagens de teor golpista contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A exoneração de Palhares, que era bolsonarista e atuava na PGR desde 2020, ocorreu após um relatório da Polícia Federal apontar seu envolvimento na propagação dessas mensagens.
Antes de sua demissão, publicada no Diário Oficial, Palhares estava vinculado à chefia de gabinete da PGR, desempenhando funções na Secretaria de Segurança Institucional com remuneração de R$ 5,2 mil. Sua ligação com o antecessor de Gonet, Augusto Aras, foi destacada em uma reportagem do jornalista Aguirre Talento, do Uol.
A investigação conduzida pela Polícia Federal revelou o papel de Palhares como intermediário entre o empresário Meyer Nigri, alvo de busca e apreensão, e membros da PGR. As interceptações telefônicas mostraram a colaboração de Palhares na divulgação de conteúdos falsos e sua estreita relação com as atividades de Nigri.
Entre as mensagens divulgadas, Palhares sugeriu que somente as Forças Armadas poderiam conter o STF e compartilhou um vídeo manipulado insinuando intimidação dos militares ao tribunal. Além disso, mantinha um grupo de WhatsApp de apoio a Bolsonaro, solicitando a Nigri que lhe enviasse mensagens do presidente para distribuir a outros contatos.
Palhares também expressou em áudios o desejo de trabalhar na campanha de reeleição de Bolsonaro, indicando sua intenção de deixar a PGR para atuar diretamente na esfera presidencial. Ao ser questionado, optou por não comentar o assunto. Por outro lado, a defesa de Nigri negou qualquer ligação significativa com Palhares, alegando que o empresário não dava atenção especial às mensagens recebidas dele.
Com informações do Brasil 247
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