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O Equador viveu, nesta quarta-feira (10), o segundo dia de uma onda de violência que tem assustado o país. O presidente Daniel Noboa declarou "conflito armado interno" na terça-feira (9) em uma tentativa de controlar a situação. Até o momento, 70 pessoas foram detidas em meio a invasões, explosões e sequestros, com relatos de oito mortos e dois feridos em Guayaquil e duas mortes em Nobol.
Diante desse cenário, as Forças Armadas foram autorizadas a realizar operações para neutralizar grupos criminosos. O Ministério da Saúde suspendeu os atendimentos ambulatoriais em hospitais e centros de saúde públicos em todo o país.
A crise teve início na segunda-feira (8) com a fuga de José Adolfo Macías, conhecido como "Fito", chefe da facção "Los Choneros", levando o presidente a decretar estado de exceção. A medida incluiu toque de recolher e restrições a direitos como reunião e privacidade domiciliar, além de autorizar as Forças Armadas a apoiar o trabalho policial.
Na terça-feira, a violência se intensificou com sequestros e invasões em várias cidades, incluindo a invasão de um canal de televisão estatal em Guayaquil, onde funcionários foram feitos reféns e rendidos. Instituições educacionais, como uma universidade em Guayaquil, suspenderam as aulas, e houve tentativas de motim em penitenciárias, com sequestro de guardas.
Diante do agravamento do conflito, o presidente Noboa anunciou a instalação do Conselho de Segurança Pública e do Estado, afirmando que não negociará com terroristas e que trabalhará para restaurar a paz no Equador. O país, que enfrenta uma guerra às drogas e um aumento significativo de homicídios, registrou em 2023 mais de 7,8 mil mortes e a apreensão de 220 toneladas de drogas.
Entenda a crise no Equador. Assista ao vídeo nesse link
Com informações do G1,/a>
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