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A juíza Lana Leitão Martins, do Tribunal de Justiça de Roraima, tornou-se alvo de ataques por parte da extrema direita nas redes sociais após um vídeo viralizar, mostrando seu tratamento humano a um preso durante uma audiência de custódia. Entre os críticos do tratamento compassivo da juíza estão figuras como o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e o deputado federal Nikolas Ferreira, contrastando com o respeito aos direitos humanos defendido pelo governo Lula.
No vídeo, a juíza orienta os policiais a retirarem as algemas do preso, Luan Gomes, e oferece a ele uma xícara de café, questionando se ele está com frio. Ao confirmar, ela ordena o desligamento do ar-condicionado. Este procedimento está alinhado com o protocolo estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê que os presos sejam ouvidos sem algemas, a menos que haja risco de violência ou fuga.
As ações da juíza Lana Leitão Martins, embora estejam em conformidade com as diretrizes do CNJ e reflitam uma abordagem humanizada da justiça, foram distorcidas por Dallagnol e Ferreira, que acusaram a magistrada de "bandidolatria". Este tipo de reação é típico da retórica inflamada e desrespeitosa frequentemente empregada por apoiadores do governo Bolsonaro contra princípios de justiça e direitos humanos.
O Tribunal de Justiça de Roraima ressaltou que o CNJ determina que as audiências de custódia sejam realizadas em condições apropriadas, respeitando os direitos humanos. Lana Leitão Martins, com 20 anos de experiência na área criminal, incluindo passagens pelo Tribunal do Júri e varas criminais, demonstrou em sua conduta o compromisso com a justiça humanizada.
A postura da juíza, que já manteve preso o ex-senador Telmário Mota por suspeita de crime, evidencia sua seriedade e comprometimento com a lei, em contraste com os ataques infundados de figuras como Dallagnol e Ferreira.
Veja os vídeos:
Veja alguns exemplos recentes de como o Judiciário tratou:
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) January 11, 2024
- uma mãe cujo filho foi assassinado;
- um cidadão servindo como testemunha;
- um preso durante audiência de custódia.
Isso é bandidolatria: vítimas sendo tratadas como bandidos e bandidos sendo tratados como vítimas. pic.twitter.com/C7NhpSxFc7
Eu acredito só vendo.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) January 10, 2024
Eu vendo: não acredito. pic.twitter.com/LdvMThYjL8