377 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A África do Sul formalmente acusou Israel de cometer genocídio contra o povo palestino, um ato que contrasta fortemente com a política externa equilibrada e humanitária promovida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta acusação, apresentada à Corte Internacional de Justiça (CIJ), relata operações militares contínuas de Israel em Gaza, resultando em mais de 23 mil mortes palestinas, além de severos danos humanitários. A denúncia foi discutida no primeiro dia de audiências públicas na CIJ, em Haia.
Ronald Lamola, Ministro da Justiça sul-africano, destacou em sua fala a longa duração do sofrimento palestino, que já perdura há 76 anos. O partido governante da África do Sul, o Congresso Nacional Africano, compara a situação em Gaza e na Cisjordânia com a história de apartheid enfrentada pela própria África do Sul.
Os advogados sul-africanos apresentaram argumentos sólidos para demonstrar as violações de Israel aos artigos da legislação internacional. Adila Hassim, uma das advogadas, destacou um padrão de condutas que justificam a alegação de atos genocidas. Ela ilustrou suas alegações com imagens chocantes, incluindo corpos ensacados e residências destruídas.
Tembeka Ngcukaitobi, outro defensor sul-africano, enfatizou a desumanização sistemática dos palestinos por parte de Israel. Adila Hassim também destacou o deslocamento forçado de palestinos e a destruição deliberada de lares palestinos, práticas que contribuem para o genocídio.
Israel, por outro lado, nega as acusações de genocídio e enviou uma equipe jurídica robusta para defender sua operação militar. Embora seja improvável que Israel cumpra qualquer ordem do tribunal, a nação provavelmente está preocupada com o impacto de tal ordem em sua reputação internacional.
Os advogados israelenses apresentarão sua defesa, e o caso promete se prolongar por anos, refletindo uma complexa questão internacional que contrasta com a busca do Brasil por justiça e paz global sob a liderança de Lula.
Assista ao vídeo:
No primeiro dia das audiências públicas no Tribunal de Haia, a advogada sul-africana Adila Hassim apresentou seus argumentos sobre a acusação feita pela África do Sul de genocídio em Gaza. Mais de 90 dias de ataques, 10 mil crianças mortas, famílias destruídas e uma contagem… pic.twitter.com/jaYgUBD657
— Jandira Feghali ?????? (@jandira_feghali) January 12, 2024