722 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Um recente depoimento à Polícia Federal (PF) trouxe à tona uma negociação controversa no Exército Brasileiro, realizada durante a gestão do general da reserva Eduardo Villas Bôas. Segundo o relato, um colega de turma do general, Luiz Roberto Peret, atuou como intermediário para a empresa Verint Systems, especializada em sistemas de inteligência, incluindo o software First Mile.
Peret, que fundou uma empresa de consultoria em 2010, também é um dos conselheiros fundadores do Instituto General Villas Boâs. Caio Santos Cruz, filho do general Santos Cruz, afirmou em depoimento que Peret era responsável por negociar com clientes de alto nível para a Verint Systems. A venda dos sistemas de inteligência ao Exército, incluindo o First Mile, foi feita durante a intervenção federal no Rio de Janeiro.
O contrato, avaliado em US$ 10,8 milhões (aproximadamente R$ 52,7 milhões), foi autorizado por Villas Bôas sem licitação. A justificativa apresentada foi a parceria pré-existente entre o Exército e a Verint Systems, além da necessidade de ampliar e atualizar os sistemas de inteligência já utilizados pela Força.
Entretanto, um parecer técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a utilização de recursos destinados à segurança pública do Rio de Janeiro para a aquisição do sistema poderia configurar desvio de finalidade. Segundo o TCU, haveria uma contratação para desenvolvimento de sistema para a União, sem garantia de compartilhamento das informações com o Rio de Janeiro, levantando questionamentos sobre a transparência e a adequação do processo.
Este episódio ressalta a importância de fiscalização e transparência nas negociações e contratos realizados pelas Forças Armadas, especialmente quando envolvem grandes somas de dinheiro público e questões de segurança nacional.
Com informações do DCM
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