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O general Marco Antônio Freire Gomes e o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandantes do Exército e da Marinha respectivamente, além do ex-ministro Luiz Eduardo Ramos, foram convidados a atuar como lobistas da indústria de armamentos após entrarem para a reserva, no final do governo de Jair Bolsonaro. Essa revelação vem à tona enquanto ambos são investigados pela CPMI dos Atos Golpistas por suposto envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 8 de Janeiro.
Os convites para atuarem no setor privado foram revelados por consultas feitas à Comissão de Ética Pública da Presidência, obtidas via Lei de Acesso à Informação. Freire Gomes, acusado de impedir o desmonte do acampamento golpista em Brasília, foi convidado pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) para participar do seu Conselho de Administração.
Apesar de Freire Gomes alegar em consulta que tinha "acesso a informações privilegiadas na área de Defesa" durante seu período no comando do Exército, a Abrablin negou qualquer convite ou sondagem para incluí-lo em seu quadro. Paralelamente, Garnier e Ramos, também ligados a possíveis ações golpistas, receberam propostas do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Simde), com elogios ao "notório conhecimento" de Garnier sobre defesa.
Estes convites levantam questionamentos sobre conflitos de interesse e a ética da transição de militares de altos cargos para o lobby da indústria de armamentos. Enquanto a investigação da CPMI prossegue, os fatos destacam a importância de transparência e regulação na relação entre militares e o setor privado após deixarem o serviço ativo.
Com informações da Revista Fórum
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