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Rodrigo Tacla Duran, advogado que acusou o ex-juiz Sergio Moro de tentativa de extorsão, expressou preocupações sobre possíveis tentativas de Moro em obstruir investigações. Duran, cujas alegações contra Moro foram levadas em consideração pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou Moro suspeito em 2021, questionou a demora da 13ª Vara Federal de Curitiba em cumprir a decisão do STF de remeter os autos do caso.
O ministro do STF, Dias Toffoli, abriu um inquérito para apurar denúncias feitas pelo empresário Tony Garcia contra Moro. Duran implicou Moro em um esquema de extorsão em 2016, alegando que o advogado Carlos Zucolotto Júnior lhe pediu US$ 5 milhões em troca de benefícios em um acordo de colaboração. Posteriormente, Duran transferiu US$ 613 mil para o escritório de Marlus Arns, que tem ligações com a deputada federal Rosângela Moro (União Brasil-SP), esposa de Sergio Moro.
Tanto Zucolotto quanto Arns mantêm relações profissionais com Rosângela Moro. Zucolotto era sócio dela em um escritório de advocacia, e Marlus Arns atuou em casos conjuntos com a deputada, especialmente em causas da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
Duran, através de suas redes sociais, expressou sua inquietação quanto às possíveis ações de Moro para influenciar o andamento das investigações.
A recalcitrância do juízo da 13a Vara Federal de Curitiba, em cumprir a decisão do STF e remeter os autos, ocorre por interferência do Russo, com a finalidade de obstruir as investigações ? https://t.co/Ep5jXnFwKT
— Rodrigo Tacla Duran (@TaclaDuran) January 15, 2024