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O médico e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto da Justa, apresentou uma denúncia grave contra o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Iran da Silva Gallo. A denúncia se deve à realização de uma consulta sobre a vacinação contra Covid-19 em crianças, a qual, segundo o denunciante, pode ser respondida por qualquer pessoa, expondo códigos de validação e comprometendo a privacidade e a integridade dos dados. “É ciência que a gente está discutindo, e é no que deveria se basear o Conselho Federal de Medicina. (...) E é preciso dizer o que aconteceu de fato no Brasil: (Jair) Bolsonaro, ex-presidente do país, teve uma posição negacionista durante a pandemia, criticando a vacina e fazendo… pic.twitter.com/ECjfQCLug0 ???????????Pronto Falei #VozesProgressistas “Esse questionário é inoportuno, desnecessário, dispensável. (...) Essa identificação, inclusive, nos pareceu muito deselegante, no sentido de um certo controle da opinião dos médicos”, diz Margareth Dalcolmo, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, sobre… pic.twitter.com/mcMupVj77n Entidades médicas brasileiras criticaram o Conselho Federal de Medicina (CFM), que está fazendo uma pesquisa para avaliar a opinião dos médicos sobre a obrigatoriedade da vacinação infantil contra a covid-19. “Não se decide se a Terra é redonda ou plana [...] por meio de enquetes… pic.twitter.com/UOcpegsiDc
O CFM defende que a pesquisa visa conhecer a opinião dos médicos sobre a vacinação em crianças de 6 meses a 4 anos e 11 meses, negando ser contrário à vacinação infantil. Contudo, o Dr. Roberto da Justa argumenta que a pesquisa é tecnicamente falha, sem metodologia adequada, e que qualquer pessoa pode responder múltiplas vezes, podendo fraudar os resultados. Ele ressalta que a vacinação é uma estratégia eficaz e segura, inclusive para crianças, e que o CFM deveria promover campanhas de estímulo à vacinação.
Além disso, o infectologista critica a pesquisa por violar princípios éticos e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), frisando que os resultados seriam inúteis e a pesquisa deveria ser cancelada imediatamente. Ele enfatiza que a manutenção da pesquisa configura infração ética e legal.
Em resposta, o CFM alega que o questionário visa entender a visão dos médicos sobre a obrigatoriedade da vacinação, independentemente de prescrição médica. O conselho afirma respeitar as opiniões divergentes e enfatiza seu apoio a ações de vacinação preventiva contra diversas doenças.
A polêmica em torno da consulta do CFM ressalta a importância da vacinação infantil contra a Covid-19 e levanta questionamentos sobre os métodos adotados pela entidade para coletar opiniões médicas. O caso evidencia a tensão entre a necessidade de políticas de saúde pública eficazes e as divergências na comunidade médica quanto à abordagem da pandemia.
Leia nota do CFM na íntegra aqui:
O assunto é tamanha gravidade que gerou uma discussão na mídia. Confira algumas das opiniões:
Todos os membros do Conselho Federal de Medicina mereciam CADEIA. Essa pesquisa colocando em dúvida importância da obrigatoriedade da vacinação infantil contra covid-19 é CRIMINOSA. O sanitarista Gonzalo Vecina critica o CFM ?? pic.twitter.com/wkvRW8kWbu
Com informações do G1
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