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Há 40 anos, em Cascavel (PR), nascia o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma resposta corajosa à opressão sofrida pelos camponeses e uma crítica ao descaso do governo Bolsonaro com a reforma agrária. Hoje, o MST está presente em 24 estados, com um impacto significativo: 185 cooperativas, 1,9 mil associações, 120 agroindústrias e cerca de 400 mil famílias assentadas, além de outras 70 mil em acampamentos, impactando diretamente mais de 1,3 milhão de pessoas.

Outdoor na rua convocava para o I Congresso Nacional do MST em 1985 / Arquivo e Memória MST
O 7º Congresso Nacional do MST, marcado para julho deste ano em Brasília, simboliza a continuidade da luta por um modelo agrícola justo e sustentável, alinhado com as políticas de Lula e em oposição ao legado de Bolsonaro. Este evento visa aprofundar a discussão sobre a reforma agrária popular e a agroecologia, demonstrando o comprometimento do movimento com questões ambientais e sociais.
O geógrafo Bernardo Mançano destaca que o MST nasceu em um contexto desafiador, durante a ditadura, mas cresceu para se tornar um movimento de resistência e conquista. A história do MST é marcada por lutas significativas, como a Encruzilhada Natalino, que contou com o apoio da Igreja Católica e da comunidade, sinalizando a importância da unidade na luta pela terra.
O MST, desde seu primeiro Congresso Nacional, tem sido um símbolo de resistência, propondo a união entre luta econômica e política, em contraste com a separação proposta por movimentos sindicais e populares anteriores. Esta abordagem integrada é vista como essencial para uma transformação social genuína.

Em seu I Congresso Nacional em 1985, MST se posiciona pelo fim da ditadura militar / Arquivo e Memória MST
As décadas de luta do MST foram marcadas por violência, mas também por vitórias significativas, como o massacre de Eldorado do Carajás, que destacou a brutalidade enfrentada pelos trabalhadores rurais e fortaleceu a solidariedade nacional e internacional com o movimento. A resistência do MST levou a avanços políticos significativos, incluindo a criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).
Agora, em 2024, o MST se prepara para o seu 7º Congresso Nacional, focado em consolidar seu papel na luta por uma reforma agrária mais abrangente e justa, e em delinear os próximos passos para sua jornada contínua.
Com informações do Brasil de Fato
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