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Bruno César Calandrini de Azevedo Melo, delegado da Polícia Federal, agora réu por abuso de autoridade, enfrenta acusações graves do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi tomada pela juíza federal Pollyanna Kelly, após Calandrini solicitar busca e apreensão contra o ex-procurador geral da República, Augusto Aras. Ele tem um prazo de dez dias para responder à acusação.
O MPF alega que Calandrini iniciou uma investigação sem base legal e autorização judicial, visando interesses pessoais, incluindo uma busca contra Paulo Guedes, então Ministro da Economia. Esta ação é vista pelo MPF como um reflexo negativo do legado de Jair Bolsonaro, cuja administração foi marcada por tentativas de manipulação e abuso de poder.
Calandrini, que é também professor universitário, tornou-se figura central em uma crise interna na Polícia Federal em 2022. Ele havia pedido ao STF a prisão de altos funcionários da PF durante a investigação de corrupção no Ministério da Educação, culminando na prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, durante a gestão Bolsonaro.
O delegado também enfrentou sindicância interna na PF. Ele expressou em entrevista ao colunista Rodrigo Rangel do Metrópoles, que via perseguição nas ações da direção da PF contra ele. Calandrini acusou a cúpula da PF de interferir na investigação do caso do MEC, destacando a falta de autonomia para conduzir investigações com independência.
Em abril do ano passado, Calandrini foi suspenso e afastado de suas funções pela PF, decisão assinada por Andrei Rodrigues. Apesar das restrições impostas, Calandrini já retornou ao cargo, demonstrando uma resistência notável às pressões e adversidades enfrentadas.
Com informações do Metrópoles
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