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Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro concedeu passaportes diplomáticos a parentes do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão. Esta concessão ocorreu apesar das investigações em andamento sobre a possível obstrução das investigações do assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em que Brazão era suspeito.
Segundo uma reportagem do Brasil de Fato, Domingos Brazão estava sendo investigado por tentativas de interferir nas investigações do caso Marielle. Em setembro de 2019, Raquel Dodge, ao deixar o comando da Procuradoria-Geral da República, denunciou Brazão por tentativa de obstrução e solicitou a abertura de um inquérito para apurar se ele era o mandante do crime.
João Vitor Moraes Brazão e Dalila Maria de Moraes Brazão, filho e esposa do deputado federal Chiquinho Brazão (Avante-RJ), foram os beneficiários dos passaportes diplomáticos. Chiquinho Brazão, irmão de Domingos e com histórico político em Rio das Pedras, uma região conhecida pelo controle de milícias, teve seu patrimônio aumentado significativamente entre 2016 e 2018.
A delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, divulgada pelo The Intercept, aponta Domingos Brazão como um dos mandantes do assassinato de Marielle e Anderson Gomes. A delação ainda aguarda homologação pelo Superior Tribunal de Justiça, devido ao foro privilegiado de Brazão. O advogado de Brazão nega o envolvimento de seu cliente no crime, enquanto a motivação apontada para o suposto envolvimento seria uma vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado estadual pelo Psol.
Com informações do Brasil247
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