1118 visitas - Fonte: -
Na marcante data dos 60 anos do golpe militar de 1964, a ex-presidente Dilma Rousseff, sobrevivente e símbolo da resistência contra a tirania, destacou a indispensabilidade da memória e da verdade. Divergindo da decisão cautelosa do presidente Lula, que optou por não promover atos referentes ao golpe visando evitar tensões, Dilma ressalta a importância de relembrarmos esse período sombrio para prevenir sua repetição. Através de suas palavras, Dilma nos remete aos horrores enfrentados sob o regime autoritário, que usurpou a democracia e suprimiu direitos, causando dor e sofrimento inenarráveis a tantos brasileiros, inclusive a ela mesma.
Dilma, ao recordar a traição à democracia e suas próprias experiências de tortura, nos convoca a nunca esquecermos os males da ditadura, sublinhando a ameaça constante à liberdade que tais forças representam. Seu apelo à memória e à verdade surge como um poderoso lembrete da nossa responsabilidade coletiva em salvaguardar a democracia contra qualquer inclinação autoritária, evidenciando a importância de confrontarmos nosso passado para garantir um futuro democrático e justo.
Esta mensagem de Dilma não apenas celebra a resistência contra o autoritarismo, mas também critica indiretamente aqueles que, atualmente, ainda flertam com ideias autoritárias, numa clara referência aos seguidores de Bolsonaro. Ao evocar a dor e a luta dos que sofreram na ditadura, a ex-presidente nos convida a refletir sobre o valor inestimável da democracia e a necessidade de estarmos sempre vigilantes para protegê-la.
Em seu pronunciamento, Dilma Rousseff nos ensina que a história é nossa maior mestra, e que ignorar seus ensinamentos nos coloca em risco de repetir seus piores capítulos. Por isso, seu chamado à memória e à verdade transcende a política; é um apelo à nossa consciência como nação para honrarmos aqueles que lutaram pela liberdade e pela justiça, assegurando que a sombra da ditadura nunca mais se abata sobre o Brasil.
Manter a memória e a verdade histórica sobre o golpe militar que ocorreu no Brasil há 60 anos, em 31 de março de 1964, é crucial para assegurar que essa tragédia não se repita, como quase ocorreu recentemente, em 8 de janeiro de 2023. pic.twitter.com/P3gNvUhfUg
— Dilma Rousseff (@dilmabr) March 31, 2024