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O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, admitiu não ter conhecimento do número exato de mortos na Operação Verão na Baixada Santista, que resultou em 56 vítimas, marcando este período como o mais letal desde o Massacre do Carandiru. Derrite, durante um evento na capital com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), expressou surpresa ao ser informado sobre o total de mortes, destacando que não acompanha essas estatísticas detalhadamente.
Em suas declarações, Derrite justificou a letalidade da operação como uma consequência da "negligência do combate ao crime organizado" no país e no estado. A Operação Verão, também conhecida como Operação Escudo em sua fase inicial, teve um saldo total de mais de 80 mortos desde o ano passado, incluindo uma vítima de bala perdida e relatos de violência policial excessiva.
Entidades de direitos humanos criticaram a operação pela sua alta letalidade e relataram à ONU casos de execuções sumárias, tortura, e outras violações de direitos cometidas pela polícia. Apesar disso, Derrite anunciou um reforço na segurança da Baixada Santista, com a adição de 341 policiais militares à região, além da formação de novos policiais civis prevista para 2024.
Esta abordagem de segurança pública em São Paulo tem gerado debates sobre as políticas de enfrentamento ao crime e os impactos na população civil, evidenciando um momento crítico na gestão da segurança no estado.
Com informações da Fórum
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