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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a liberação do coronel Paulo José Bezerra, ex-membro da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), que havia sido detido por sua associação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Esta decisão segue um padrão recente, onde Moraes já havia liberado outros três coronéis da alta hierarquia da PM-DF, todos presos sob acusações semelhantes.
Inicialmente, o magistrado havia rejeitado o pedido de liberdade para Paulo José, expressando preocupações sobre a possibilidade de o coronel interferir nas investigações em andamento. Entretanto, levando em consideração que o coronel encontra-se na reserva há mais de um ano e a aparente ausência de provas que o conectem diretamente aos ataques de 8 de janeiro, Moraes optou por conceder a liberdade, impondo medidas cautelares restritivas, como a proibição de comunicação com outros investigados e a suspensão do porte de arma.
O advogado de defesa de Paulo José, Alexandre Peralta Collares, destacou a importância desses fatores na decisão do ministro, reforçando a posição de que seu cliente não teve participação ativa nos eventos questionados.
De acordo com um relatório da Polícia Federal (PF) divulgado no ano passado, foram identificadas falhas significativas no planejamento da PM-DF para os eventos de 8 de janeiro, com responsabilização direcionada a Paulo José por não desenvolver um plano operacional eficaz para o dia.
Testemunhos de membros da PM-DF apontaram que, na ausência do chefe do Departamento de Operações, foi Paulo José quem assumiu a responsabilidade, falhando, no entanto, em elaborar um plano de ação para prevenir as invasões que ocorreram.
Com informações da Fórum
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