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Pamela Silva aguarda com ansiedade, nervosismo, mas também com fé, o início do julgamento do agente penitenciário Jorge José Guaranho, um fervoroso apoiador de Jair Bolsonaro, acusado de assassinar seu marido, o guarda municipal Marcelo Arruda. O julgamento acontece no Fórum de Foz do Iguaçu, Paraná, onde Pamela, intimada como testemunha, espera que a justiça comece a ser feita.
Guaranho, detido desde agosto de 2022 no Complexo Médico Penal de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, enfrenta acusações graves. A Procuradoria pede sua condenação por homicídio doloso duplamente qualificado, sob alegações de violência política e risco aos convidados da festa, que celebrava os 50 anos de Arruda com o tema de Lula. Rogério Oscar Botelho, advogado da família de Arruda, espera uma pena mínima de 22 anos para Guaranho.
A tragédia se desenrolou em 9 de julho de 2022, quando Guaranho invadiu a festa armado, proclamando apoio a Bolsonaro e, após um confronto verbal, atirou em Arruda. O incidente deixou Arruda morto e uma família devastada, simbolizando os perigos da polarização política no Brasil.
Guaranho será julgado por um júri popular, com o julgamento presidido pelo juiz Hugo Michelini Junior. Espera-se que o julgamento, além de ouvir testemunhas de acusação e defesa, promova um debate aprofundado sobre os fatos, com promotores e advogados de defesa apresentando suas teses.
Este julgamento é não apenas um momento para buscar justiça para Marcelo Arruda e sua família, mas também um marco na luta contra a intolerância política. A comunidade de Foz do Iguaçu, e todo o Brasil, acompanham atentamente, esperando que a justiça prevaleça.
Com informações da Fórum
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