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A privatização da Sabesp, impulsionada pela gestão bolsonarista em São Paulo, marca um ponto de inflexão na gestão dos recursos hídricos e saneamento no estado, agora sob o domínio de interesses privados. A decisão, que desencadeou um aumento tarifário de 6,4469%, sinaliza os desafios iminentes para a população paulista, já ansiosa por serviços de qualidade e acessíveis. Este movimento, longe de ser isolado, insere-se numa agenda mais ampla de privatizações, abrangendo desde a Emae até a Fundação para o Remédio Popular, revelando um padrão preocupante de transferência do patrimônio público para o setor privado.
Este reajuste tarifário, legitimado pela Arsesp e prestes a vigorar a partir de maio de 2024, não apenas ressalta a vulnerabilidade dos serviços essenciais à lógica de mercado, mas também evidencia a urgência de um debate mais profundo sobre a sustentabilidade e equidade no acesso aos serviços básicos. A resistência a tais medidas, refletida nas críticas e preocupações da população, aponta para a necessidade de políticas públicas que priorizem o bem-estar coletivo sobre o lucro.
O cenário é ainda mais complexo ao considerarmos a posição estratégica da Sabesp não apenas para São Paulo, mas para o Brasil todo. A discussão sobre a privatização, portanto, transcende questões meramente econômicas, abrangendo também as dimensões social, ambiental e política. À medida que a privatização se concretiza, surgem questionamentos sobre a transparência, a accountability e, fundamentalmente, sobre quem realmente beneficia-se das riquezas naturais e infraestruturas do país.
Com informações da Reuters
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