545 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Durante uma audiência pública no Senado, presidida por Magno Malta (PL-ES), David Ágape, autointitulado "jornalista investigativo" e colaborador de Michael Shellenberger nos chamados "Twitter Files Brazil", repetiu teses e fake news difundidas por apoiadores de Jair Bolsonaro e Donald Trump. Ágape, que também é fundador do site "A Investigação", conhecido por propagar teorias da conspiração alinhadas ao movimento QAnon e ao bolsonarismo, usou a plataforma para atacar Lula e a esquerda.
Na ocasião, Ágape tentou vincular falsamente o PT e Lula a facções criminosas, alegando um suposto apoio antigo das facções ao ex-presidente. Ele citou um incidente específico de 2002, alegando que o PCC havia colocado uma bomba na Bolsa de Valores de São Paulo para influenciar as eleições a favor de Lula. No entanto, esse ataque foi na verdade um protesto contra a transferência de líderes da facção, sem conexões eleitorais.
Além disso, Ágape utilizou sua apresentação para destacar o que ele chamou de "três pilares da censura", incluindo o projeto de lei das Fake News, que não chegou a ser votado e foi arquivado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. Ele também repetiu ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de acumular múltiplos papéis no processo judicial.
Segundo Ágape, essa suposta "quebra constitucional" ocorre porque as instituições veem Bolsonaro e a direita como ameaças à democracia. Ele ainda se posicionou claramente como um aliado de Bolsonaro ao defender figuras como Monark e Luciano Hang, além da produtora Brasil Paralelo.
Após a participação de Ágape, foi a vez de Michael Shellenberger, que defendeu a "liberdade de expressão" e questionou as críticas aos processos eleitorais, argumentando que ainda vivemos em uma democracia. Antes de depor, Shellenberger recuou de uma acusação prévia, admitindo que não tinha provas de que Moraes teria ameaçado processar o advogado do Twitter no Brasil, corrigindo sua declaração anterior e pedindo desculpas pelo erro.
Veja o vídeo:
"O PCC, inclusive, chegou a colocar uma bomba dentro de um prédio privado, a Bolsa de Valores (FALSO), para tentar forçar o voto em Lula (FALSO). Coagiu familiares de presos para que votassem em Lula (FALSO)."
— Paulo Motoryn (@opaulomm) April 11, 2024
- David Ágape, agora, no Senado Federal pic.twitter.com/NT4kL6JGIu