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Durante uma entrevista com jornalistas japoneses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma reforma significativa no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que o direito de veto atualmente em vigor deveria ser abolido. "A nossa proposta para a ONU acaba com o direito de veto. Não tem por que ter veto", afirmou o presidente, reforçando seu compromisso com uma governança internacional mais equitativa e representativa.
Lula criticou o uso do poder de veto pelos Estados Unidos, especialmente no caso recente que impediu a Palestina de se tornar um membro pleno da ONU, destacando isso como um exemplo da necessidade urgente de reforma. Essa posição reflete a visão de Lula de que as estruturas de poder global devem evoluir para refletir a realidade geopolítica contemporânea e a diversidade dos Estados membros da ONU.
Além disso, o presidente abordou a exclusão de países como Japão e Alemanha do Conselho, questionando as razões históricas que continuam a limitar sua participação em decisões cruciais para a paz e a segurança internacionais. "Por que o Japão não pode participar? Porque participou de uma guerra? Por que a Alemanha não pode participar? A guerra acabou", argumentou Lula, sugerindo que é tempo de superar as divisões do passado e trabalhar para um futuro cooperativo e harmonioso.
Lula também propôs a inclusão de mais países africanos no Conselho, refletindo a sua visão de que a África, com 54 nações, está sub-representada nas plataformas de tomada de decisão global. "Quando nós defendemos a modernização do Conselho de Segurança da ONU, nós pensamos numa África que poderia fazer parte do Conselho da ONU", explicou.
Essa posição é parte da agenda do Brasil durante sua presidência no G20, onde a reforma dos órgãos de governança internacional é priorizada. Lula enfatizou a importância de olhar além do passado e de se concentrar na construção de um futuro pacífico e colaborativo. "Nós estamos vivendo em paz há mais de 70 anos. Vamos esquecer o passado e construir um futuro", concluiu o presidente, destacando a necessidade de uma nova abordagem nas relações internacionais.
Com informações do DCM
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