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Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria, divulgou nesta terça-feira em sua página no X/Twitter dados notáveis sobre a eficácia legislativa do governo Lula durante seu terceiro mandato. As informações revelam que a gestão atual alcançou a maior taxa de sucesso legislativo recente, com 36,6% de aprovação dos projetos de lei (PLs), projetos de lei complementar (PLPs) e projetos de lei da Câmara (PLCs), superando as marcas dos governos anteriores de Lula e de Fernando Henrique Cardoso.
Nunes destacou a variação significativa na adesão dos partidos à agenda do Executivo, que vai de 46,7% para o partido União até 85,3% para o PT, refletindo os desafios em formar coalizões estáveis no contexto político brasileiro atual. Apesar dessas variações, o governo Lula conseguiu estabelecer um recorde de aprovação legislativa, sinalizando uma capacidade de governabilidade efetiva.

O comportamento partidário dentro da coalizão governamental varia consideravelmente, exemplificado por taxas de adesão que diferem substancialmente entre membros do mesmo partido, como é o caso do União Brasil, onde a adesão varia entre 4% e 85%. Este padrão se repete em outras siglas como PSDB, MDB, e PSD, mostrando uma diversidade de posturas individuais frente à agenda governamental.
Interessante notar que até dentro do PL, tradicionalmente mais conservador, existem deputados que apoiam significativamente as propostas do governo Lula. Este fenômeno indica uma estratégia governamental de atrair apoio caso a caso, mais do que por blocos partidários, refletindo um novo modelo de governabilidade que desafia a tradicional formação de blocos estáveis.
Além disso, a eficácia do governo em aprovar projetos pode ser parcialmente atribuída às ações do presidente da Câmara, Arthur Lira, que tem priorizado a agenda do governo em regime de urgência. Esse método tem mostrado resultados, embora ressalte a natureza instável do atual sistema político.
1/ A adesão aos projetos do Executivo entre todos os partidos que participam da coalizão de governo varia entre 46,7% (UNIÃO) e 85,3% (PT). É muita variação. Como o próprio @abranches escreveu ’ficou impossível formar coalizões estáveis’ no Brasil. pic.twitter.com/A2j0bIcl4D
— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) April 30, 2024