Gleisi Hoffmann detona reforma trabalhista: "fracasso total"

Portal Plantão Brasil
28/8/2024 10:09

Gleisi Hoffmann detona reforma trabalhista: "fracasso total"

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Sete anos após a controversa reforma trabalhista imposta pelo governo golpista do ex-presidente Michel Temer, a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, voltou a criticar duramente as mudanças feitas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em uma série de postagens no X, Gleisi destacou uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), que revela que 67,7% dos trabalhadores autônomos, incentivados pela reforma a aderirem à informalidade, agora desejam um emprego com carteira assinada.

"A pesquisa da FGV deixa claro o quanto as pessoas estão insatisfeitas com essa reforma", afirmou Gleisi. "Em 2017, nós do PT lutamos contra o maior ataque neoliberal aos direitos dos trabalhadores, ocupamos a mesa do Senado, denunciamos a manipulação da grande mídia, que tentou vender a ideia do ‘trabalho intermitente’ como algo positivo. Não adiantou. Direitos foram retirados, empregos não foram criados, os trabalhadores foram ainda mais precarizados, e a renda média da população encolheu, exatamente como previmos."

A reforma trabalhista de 2017 modificou mais de cem pontos da CLT, incluindo a prevalência de acordos individuais sobre a legislação, o parcelamento de férias e o fim da contribuição sindical obrigatória. Na época, Temer e seus aliados prometeram que essas mudanças gerariam mais empregos e reduziria a informalidade. No entanto, os dados recentes mostram uma realidade bem diferente.

Atualmente, 25,4 milhões de brasileiros estão trabalhando como autônomos, refletindo a crescente insegurança financeira no país. Cerca de 44% desses trabalhadores ganham até um salário mínimo, e 45% não conseguem prever sua renda para os próximos seis meses. O desejo por um emprego formal é ainda mais forte entre os mais pobres: 75,6% dos autônomos que ganham até um salário mínimo preferem estar protegidos pela CLT. Esse índice é de 70,8% entre aqueles que recebem de um a três salários mínimos.

"A reforma foi um fracasso total", concluiu Gleisi Hoffmann. "Sete anos depois, a marca do mercado de trabalho brasileiro é a precarização. Garantir direitos e proteção aos trabalhadores sempre foi e continuará sendo uma das principais bandeiras do PT!"

Com informações do Brasil 247

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