Exército abre inquérito para investigar militares por tentativa de golpe

Portal Plantão Brasil
28/8/2024 12:02

Exército abre inquérito para investigar militares por tentativa de golpe

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O Exército abriu, nesta terça-feira (27), um inquérito para investigar quatro militares que teriam sido responsáveis pela elaboração de uma carta, divulgada em novembro de 2022, com o objetivo de pressionar o comando da Força a realizar um golpe militar para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter Jair Bolsonaro no poder.

O inquérito, com prazo inicial de 30 dias, prorrogáveis, foi instaurado após uma sindicância conduzida pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, que investigou 37 militares envolvidos na carta golpista. Até o momento, 26 membros do Exército já foram punidos.

Os principais alvos do inquérito são os coronéis da ativa Alexandre Castilho Bitencourt da Silva e Anderson Lima de Moura, além dos coronéis da reserva Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo Cardoso. Esses quatro militares são investigados por crimes militares, enquanto os demais envolvidos, que apenas subscreveram a carta, são considerados responsáveis por transgressões disciplinares, que acarretam punições mais brandas.

Em nota oficial, o Exército afirmou: "A sindicância apurou haver indícios de crime na ação investigada e, em função disso, o Comandante do Exército determinou a instauração de Inquérito Policial Militar, onde se encontram inicialmente citados quatro militares, todos já arguidos na sindicância."

A carta golpista, divulgada na internet em 29 de novembro de 2022 sob o título "carta dos oficiais da ativa ao Comando do Exército", também está sendo investigada pela Polícia Federal (PF). O texto pressionava o comando do Exército a restabelecer a "lei e a ordem" e impedir a posse do presidente Lula, pregando, na prática, um golpe militar.

Relembre a carta golpista: A carta, publicada em novembro de 2022, tinha como principal objetivo coagir o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, a aderir ao golpe e incitar os subordinados a se alinharem ao movimento golpista. Os autores foram identificados através da análise de dispositivos eletrônicos, incluindo o computador do tenente-coronel Mauro Cid, que recebeu o documento na noite de 28 de novembro de 2022.

No dia seguinte, a carta começou a circular em grupos de WhatsApp, incitando a pressão sobre os "generais-melancias" – militares que, segundo a narrativa golpista, seriam "verdes por fora e vermelhos por dentro".

Com informações da Fórum

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