A abertura do processo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara contra o deputado Glauber Braga pode ter sido um erro estratégico tão grave do presidente da Câmara, Arthur Lira, quanto sua decisão de colocar em pauta o processo de urgência para o polêmico PL do Estupro, que gerou uma enxurrada de críticas e pressões.
Em vez de adotar uma postura conciliadora, Glauber Braga decidiu contra-atacar de forma contundente. Em sua defesa, o deputado acusou diretamente Arthur Lira, a quem chamou de "bandido", de estar por trás de uma manobra para condená-lo e retirar seu mandato, ressaltando ser um dos poucos parlamentares com coragem para enfrentá-lo.
O movimento de Glauber ganhou o apoio de Jullyene Lins, ex-mulher de Lira, que compartilhou as denúncias do deputado na rede social X. Mas Glauber não parou por aí e avançou em suas acusações, denunciando Lira por omitir a propriedade de fazendas em sua declaração à Justiça Eleitoral, o que pode colocar em risco o mandato do presidente da Câmara.
"Nós estamos falando de milhões de reais não declarados à Justiça Eleitoral. Temos um bandido sentado na presidência da Câmara", afirmou Glauber.
Essas fazendas são as mesmas que Jullyene Lins alega ter provas de que pertencem a Lira. Ela já solicitou ser recebida na Câmara para apresentar oficialmente essas provas, mas até agora não obteve sucesso. A equipe de Glauber postou as denúncias na rede X, intensificando a disputa.
Com informações do Brasil 247
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